Tive que me conter por uns dias. Minha jovem tia ficou aborrecida. Podia perceber como estava contrariada. Tratava-me com rigidez, ficou autoritária, e cobrava pela não obediência. Como de uma vez, em que me passou pimenta nos olhos. Certamente por algo que deixei de fazer, ou fiz sem o seu consentimento. Não lembro, sei que ardeu muito.
Também não lembro de minha mãe nos dizer que meu pai nos deixara. As coisas não iam bem em minha casa. Mudamos logo em seguida. Provavelmente minha mãe não conseguiu manter o aluguel. Nossa vida de nômade começava ali.
Fomos para uma pensão, não muito longe de onde morávamos. Ficava ao lado de um colégio. Podia ouvir a algazarra das crianças cedo da manhã. Era uma peça de bom tamanho, dividida por um roupeiro. Tinha um banheiro e nada mais. Lembro da porta da rua ter uma parte envidraçada no alto, a luz do corredor então iluminava parte da peça quando apagávamos a luz para dormir, um pouco mais tarde alguém a apagava e tudo ficava no mais completo breu.
Dormíamos todos no chão, minha mãe e meu irmão de um lado, onde o roupeiro fazia a divisa, eu e minha tia de outro. Já tinha se passado um tempo que não sei mensurar, mas ela parecia não lembrar mais do acontecido.
Isto me fez sentir que poderia novamente voltar a ter meu objeto de desejo. Agora, no entanto, era um pouco diferente, apesar de dormirmos juntos já não era na cama estreita. Como não ficávamos próximos, precisava me cuidar para não ser pego, ou não teria como justificar se ela acordasse e me visse junto a si. Havia também uma novidade. A luz do corredor. Ela iluminava o suficiente para que eu pudesse ver o que acontecia. Isto era muito emocionante. Meu delirante prazer em vê-la estava de volta.
Ao remover as cobertas que tapavam seu corpo podia ver o desenho das coxas roliças, o vestido curto que as cobria. Procurava afastar o máximo das roupas de cama, e então com cuidado levantava seu vestido. Desde que voltamos para a capital, nunca mais a vira e todas as minhas descobertas tinham a escuridão como aliada. Vê-la novamente foi como recuperar um presente perdido. A sua bunda, coberta pela calcinha, era um quadro maravilhoso. Fiquei extasiado vendo-a assim. Pude ver como a calcinha, ao descer aos poucos, deixava a bunda exposta. Acompanhar todo o processo com uma claridade tênue era fascinante. Quando por fim sua bunda estava toda nua não cabia em mim de tanta felicidade. Toquei, beijei, cheirei, poderia dormir assim aconchegado em suas coxas tendo a bunda como travesseiro. Aquilo me fez despertar para algo ainda mais tentador.


2 comentários:
a cada dia fica melhor, xará.
Obrigado pela gentil comentário, mas não há mérito nenhum no que escrevo, são apenas memórias que transcrevo.
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