sábado, 6 de outubro de 2007

O susto



As noites transcorriam normais, tranquilas na medida do possível. Eram repetições. O ritual todo, se processava com a finalidade única de estar em contato com aquela bunda maravilhosa. E realmente me deliciava. Tinha uma necessidade de não sei bem o que, mas aquilo mexia muito comigo. Carinhos, beijos delicados, tocar meu rosto em sua bunda era muito bom, mas acabava o prazer tão logo ela se virasse na cama. Talvez por ser criança nunca me preocupei com o depois. O ato de retirar sua calcinha até onde as coxas se unem não era de todo difícil, era complicado apenas. O problema era quando ela se virava. Bastava acontecer e eu não podia fazer mais nada, afinal a bunda era minha fixação.
Sua calcinha não descia toda, a parte da frente ficava cobrindo pouco mais que a metade, mas o que conseguia com dificuldade, ficava impraticável quando ela se virava. Não conseguia vesti-la. Para isto teria que puxar a calcinha, agora atrás de seu corpo. O risco dela acordar era muito grande, pois tinha que envolver sua cintura. Restava apenas voltar ao meu lugar e dormir.
Uma noite porém precisamos sair do quarto. O motivo não consigo recordar. Nos colocaram para dormir no chão da sala. E lá estavamos nós e também meu irmão. Lembro que forraram o piso e ajeitaram para que dormíssemos. O ritual continuou e ousava cada vez mais. Retirei sua calcinha completamente. Nem sei bem porque o fiz. Lembro que a sensação de poder era muito boa. Ela assim nua (da cintura para baixo), era toda minha. Exultava. De repente ruídos na porta da rua, barulho de chave na fechadura, a porta se abrindo. Rapidamente, sem tempo para qualquer cuidado, peguei sua calcinha e enfiei sob os forros da cama improvisada. Fingi dormir, meu coração parecia sair pela boca. Meu pai chegara de viagem. Acendeu a luz da cozinha que iluminou parte da sala. Minha tia acordou e me sacudiu. Estava brava, sussurava rispidamente comigo, queria sua calcinha. Não sei como fiquei, estava na penumbra, mas me fazia desentendido, surpreso (realmente estava surpreso) e com mêdo, muito mêdo. Lembro que ela de tanto revirar as cobertas a encontrou. Naquela noite eu soube que ela sabia o que acontecia toda vez que ela dormia. Fiquei de molho uns tempos.

1 comentários:

Carmen (sem filtro) disse...

A foto é linda! E o texto está arrasando. Muito bom mesmo.