domingo, 28 de outubro de 2007

M...


M era filha de minha vizinha, que também era separada, como minha mãe. Tinha três irmãos, dois deles poucos anos mais velhos e um outro, gêmeo fraterno (dizigótico ou bivitelino (a saber: que compartilham até cinquenta por cento de informação genética, podem ou não ser do mesmo sexo e ter ou não ter o mesmo fator sangüíneo, não se assemelhando mais do que dois irmãos com a mesma idade)). Era quase dois anos mais velha que eu.
M era loira, descendente de família alemã. Tinha coxas grossas, roliças, seios já despontando, de uma beleza simples, atraía os olhares dos meninos naturalmente. Costumavamos brincar juntos, sempre que as brincadeiras assim permitiam. Moravamos em um prédio que possuía duas entradas de garagem, em suas extremidades, que se juntavam na parte dos fundos, o que nos permitia inúmeras brincadeiras. O dono do prédio tinha oficina mecânica e eventualmente utilizava a garagem para colocar algum carro. Haviam duas carcaças de carros antigos que – imagino – um dia seriam recuperadas. Nós as usavamos para brincadeiras das mais diversas.
Lembro de uma vez quando brincavamos de esconde-esconde, M e eu, acabamos dividindo um esconderijo atrás de uma camionete. O baú alto nos permitia ver ser sermos vistos, até podermos sair em segurança para bater o “pique”. Ela ficou em minha frente observando e eu olhando encantado para sua bunda bem desenhada. Fiz menção de tocá-la, mas hesitei com medo de que ela ficasse brava. A partir daquele dia M passou a ser o meu objeto de desejo.
Não sabia como, mas precisava arrumar uma maneira de aproximar dela e ... bem, uma coisa de cada vez.
Procurei saber o que M gostava. Descobri que tínhamos em comum o gosto na leitura em quadrinhos. Eu tinha duas caixas de bom tamanho, cheias de gibis diversos. Ela tinha predileção por personagens da Disney. Prontamente me ofereci para emprestar-lhe as revistas, esperava com isto conseguir me aproximar dela e do meu intento. Nosso prédio tinha dois apartamentos por andar, com duas entradas distintas, uma era a de serviço, dava para a cozinha, a outra dava para sala.
Num final de tarde a campainha tocou, era M. Perguntou se eu poderia emprestar-lhe as revistas que havia oferecido. Fiz com que entrasse. Usava uma blusa curta e um short diminuto. Pedi que esperasse enquanto eu ia pega-las. Deixei-a esperando na cozinha enquanto fui pegar as revistas. Escolhi algumas aleatóriamente, quando voltei pedi-lhe que escolhesse apenas três. Disse que quando ela terminasse poderia vir pegar mais, com isto teria sempre um motivo para que ela me procurasse. Enquanto ela escolhia, num gesto impensado levei a mão a sua coxa, deslizando rapidamente. Ela me olhou surpresa e sem hesitar perguntei: “é de helanca?” (referindo-me ao tecido do seu shortinho). Não lembro o que ela respondeu. Novamente levei a mão em sua coxa, e perguntei-he se podia tocá-la. Ela não falou nada e eu continuei com a mão sobre sua perna. Conduzi-a para sala, sentei no sofá e a fiz sentar sobre meu colo, senti a bunda premir meu membro. Que sensação deliciosa, minhas mãos percorriam suas coxas e ela não teve qualquer reação, ficamos assim por intermináveis – poucos – minutos.
A sensação era única, estava eufórico, afinal conseguira encontrar um caminho para realizar meu desejo. Foi quando ela pediu para ir embora. Não estava contrariada, foi como se nada houvesse acontecido. Daquele dia em diante, por um par de anos, M foi a minha iniciação consentida, e também de mais alguns amigos.

domingo, 21 de outubro de 2007

A didática...



As incursões sobre minha tia terminavam sempre da mesma forma. Uma satisfação imensa, um alívio, a sensação deliciosa de dever cumprido quando então podia dormir o sono dos “justos”. Com a nossa mudança tudo isto ficou para trás. Precisava encontrar algo que substituísse minha adorável e deliciosa tia.
Sem a figura paterna em casa, e com minha mãe trabalhando para nos sustentar, muito do que aprendi em relação ao sexo, deu-se com os garotos mais velhos da redondeza onde morávamos, no final dos anos sessenta. Lembro que o material disponível, eram algumas poucas e surradas fotos explícitas em preto e branco, olhadas com fascinação e inconfessável excitação. Havia também muita, muita curiosidade em relação as curvas proeminentes, protuberâncias e reentrâncias do corpo feminino. Até então, achava que o melhor do sexo oposto era a bunda, predileção levada por mais alguns anos. Talvez isto explique o gosto do homem brasileiro e o que chamam de preferência nacional. Sem querer entrar no mérito científico, não seria de admirar que este desejo esteja na composição do DNA latino (perdoem pela viagem). Esta fixação por nádegas deliciosamente provocantes, o desenho delicado e generoso, a fartura, o tabu. Eu era assim, tarado por bundas, aliás isto ainda me deixa faminto, enfim...
Já percebia a ereção, mas não ejaculava. Sempre que possível, buscava informações à respeito dos prazeres proibidos. Apesar da pouca idade a curiosidade me guiava em buscas de atalhos, abreviando o longo caminho do amadurecimento sexual. Aos dez anos já dispunha de material pornográfico com qualidade relativamente melhor. Revistas suecas, alemãs, dinamarquesas, coloridas, mulheres nem sempre belas, mas generosas de corpo, com curvas acentuadas. Sexo ao ar livre, dentro de carros, mas longe do que existe nos dias de hoje, onde mulheres são belíssimas e – ok – homens também. Carlos Zéfiro era, para os garotos da minha geração, o inspirador de inúmeras masturbações. Suas revistas eram – e ainda são – considerados verdadeiros livros de catecismo onde além de seus desenhos, oferecem também, o desenvolvimento, o enredo que envolve os personagens (apesar do sofrível diálogo), criando um clima de tensão e excitação indisfarçável, onde torcíamos pelo abate da fêmea, onde aprendíamos toda a espécie de sacanagem. Ali pude entender algumas coisas – didaticamente – como incesto, swing, sexo anal, sessenta e nove entre outras tantas.
Apesar de não haver mais segredos aos meus olhos, estava ainda muito longe de realizar o que as fotos mostravam. Foi quando a masturbação entrou em minha vida. Os famosos “cinco contra um”, onde o perdedor era quem ganhava. Conheci alguns que conseguiam a façanha de praticar mais de uma vez ao dia. Apesar do gosto pela prática, só a fazia quando o desejo era muito e a necessidade maior ainda. Buscava, no entanto, inspirações em todos os lugares. A professora gostosa de português em minha escola, a mãe de algum amigo vizinho, a empregada sensual e que nunca era a de nossa casa, a irmã de meus vizinhos. E foi com ela que minha história continuou, encontrei a substituta de minha adorável tia.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Das descobertas



Já tinha oito anos e muita curiosidade. A noite era esperada com ansiedade já que me proporcionava emoção, não o dia.Tanto que pouco me lembro das coisas que fazia durante este período. Bastava todos dormirem para que me dedicasse a exploração do corpo de minha jovem tia. Não sabia bem o que fazer. Tinha ela ali, deitada de bruços, a bunda maravilhosamente iluminada pela luz difusa. Era encantador poder toca-la. A pele jovem, rija de suas nádegas me instigava. Sentia euforia, excitação, desejo e me deixei levar por isto. Não posso dizer quando, mas posso afirmar que foi instintivo. Tampouco lembro a seqüência dos fatos. Apenas sei que me encontrei sobre ela, sobre a bunda deliciosa, me esfregando, acho que nem baixei a cueca. A sensação era fantástica, minha respiração entrecortada era feita com demasiada dificuldade. Toda minha sensibilidade se encontrava entre minhas pernas. Rocei por algum tempo, sentia o auge se aproximando, não podia parar. O medo de que ela acordasse, a sensação de perigo aumentava ainda mais o meu prazer. Alguma coisa estava acontecendo comigo, algo novo, nunca sentido anteriormente, continuei me mexendo, resfolegando sobre seu corpo em repouso até que o êxtase me acometesse.
Senti a respiração voltando ao normal, um formigamento entre as pernas, a sensação de finitude. Aquilo me bastava agora, não precisava nada mais. Minha cueca estava molhada, sua bunda úmida e eu feliz. Aquela, fora a primeira vez que me satisfiz. Antes sempre dormia com a sensação de que poderia mais, não sabia o que de fato. A partir de então, meu objetivo era repetir aquilo que senti e que me deixou realizado.
Noites se seguiram e, sempre que possível, me satisfazia daquela maneira. A cueca com o passar do tempo fora descartada. Algumas vezes, minha tia reclamou que eu havia urinado na cama, pois ela acordava molhada.
Não há como descrever a sensação que sentia. A euforia de ter o membro infantil entre suas nádegas me alucinava. Nunca a penetrei no ânus, apenas roçava suas carnes até me satisfazer.
Lembro de ela ter arrumado um namorado. Era motorista de táxi. Gostava dela, eu, é claro, ficava emburrado, com ciúmes. Nem disfarçava a contrariedade que sentia dele perto dela. Isto, no entanto, não arrefecia meu prazer em procura-la à noite. Minhas incursões continuavam. Precisava daquilo. Pouco depois ela noivou e ele foi morar junto conosco, agora éramos cinco em uma peça. Eles dormiam em uma metade e minha mãe, meu irmão e eu, noutro. Ele saia cedo, assim que amanhecia, minha mãe pouco depois. Ela, e meu irmão ficavam dormindo. Apenas eu ficava deitado na cama ajeitada no chão, acordado. Desejando ardentemente por ela. As noites não mais me proporcionavam prazer, com o seu noivo morando junto, não havia como satisfazer meu desejo. Até que numa manhã me esgueirei até onde ela dormia. A peça agora recebia a luz da manhã pelas venezianas fechadas. A algazarra do colégio ao lado era intensa. Mas não o suficiente para o seu despertar. Nem ao meu irmão, que era menor. Experimentei de dia o que fazia a noite e consegui meu intento. Lá estava a bunda deliciosa exposta aos meus olhos novamente e sob uma nova iluminação que a deixava ainda mais linda. Apesar das dificuldades, algumas vezes mais ainda me satisfiz com ela, o risco era considerável mas o desejo me cegava.
Financeiramente, as coisas iam de mal a pior e tivemos que mudar novamente. O noivo de minha tia não contribuía e era um fardo a mais para minha mãe. Lembro que elas brigaram. Mudamos para outro lugar mais longe, ficamos na casa dos pais dele por uns dias. Minha mãe ajeitou um lugar para morarmos, uma peça de dois pisos, sendo que em cima era habitável. Não lembro o que tinha embaixo, apenas sei que ficava em meio a um terreno cercado de prédios. Era um lugar horrível mas foi o que minha mãe conseguiu para nos abrigar. Ali, nunca mais voltei a tocar em minha tia. Moramos algum tempo juntos até que ele foi embora com ela. Casaram. Pouco depois saímos dali para um apartamento. Tinha então nove anos e precisava aplacar meus desejos.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Aprendendo a jogar




Tive que me conter por uns dias. Minha jovem tia ficou aborrecida. Podia perceber como estava contrariada. Tratava-me com rigidez, ficou autoritária, e cobrava pela não obediência. Como de uma vez, em que me passou pimenta nos olhos. Certamente por algo que deixei de fazer, ou fiz sem o seu consentimento. Não lembro, sei que ardeu muito.
Também não lembro de minha mãe nos dizer que meu pai nos deixara. As coisas não iam bem em minha casa. Mudamos logo em seguida. Provavelmente minha mãe não conseguiu manter o aluguel. Nossa vida de nômade começava ali.
Fomos para uma pensão, não muito longe de onde morávamos. Ficava ao lado de um colégio. Podia ouvir a algazarra das crianças cedo da manhã. Era uma peça de bom tamanho, dividida por um roupeiro. Tinha um banheiro e nada mais. Lembro da porta da rua ter uma parte envidraçada no alto, a luz do corredor então iluminava parte da peça quando apagávamos a luz para dormir, um pouco mais tarde alguém a apagava e tudo ficava no mais completo breu.
Dormíamos todos no chão, minha mãe e meu irmão de um lado, onde o roupeiro fazia a divisa, eu e minha tia de outro. Já tinha se passado um tempo que não sei mensurar, mas ela parecia não lembrar mais do acontecido.
Isto me fez sentir que poderia novamente voltar a ter meu objeto de desejo. Agora, no entanto, era um pouco diferente, apesar de dormirmos juntos já não era na cama estreita. Como não ficávamos próximos, precisava me cuidar para não ser pego, ou não teria como justificar se ela acordasse e me visse junto a si. Havia também uma novidade. A luz do corredor. Ela iluminava o suficiente para que eu pudesse ver o que acontecia. Isto era muito emocionante. Meu delirante prazer em vê-la estava de volta.
Ao remover as cobertas que tapavam seu corpo podia ver o desenho das coxas roliças, o vestido curto que as cobria. Procurava afastar o máximo das roupas de cama, e então com cuidado levantava seu vestido. Desde que voltamos para a capital, nunca mais a vira e todas as minhas descobertas tinham a escuridão como aliada. Vê-la novamente foi como recuperar um presente perdido. A sua bunda, coberta pela calcinha, era um quadro maravilhoso. Fiquei extasiado vendo-a assim. Pude ver como a calcinha, ao descer aos poucos, deixava a bunda exposta. Acompanhar todo o processo com uma claridade tênue era fascinante. Quando por fim sua bunda estava toda nua não cabia em mim de tanta felicidade. Toquei, beijei, cheirei, poderia dormir assim aconchegado em suas coxas tendo a bunda como travesseiro. Aquilo me fez despertar para algo ainda mais tentador.

sábado, 6 de outubro de 2007

O susto



As noites transcorriam normais, tranquilas na medida do possível. Eram repetições. O ritual todo, se processava com a finalidade única de estar em contato com aquela bunda maravilhosa. E realmente me deliciava. Tinha uma necessidade de não sei bem o que, mas aquilo mexia muito comigo. Carinhos, beijos delicados, tocar meu rosto em sua bunda era muito bom, mas acabava o prazer tão logo ela se virasse na cama. Talvez por ser criança nunca me preocupei com o depois. O ato de retirar sua calcinha até onde as coxas se unem não era de todo difícil, era complicado apenas. O problema era quando ela se virava. Bastava acontecer e eu não podia fazer mais nada, afinal a bunda era minha fixação.
Sua calcinha não descia toda, a parte da frente ficava cobrindo pouco mais que a metade, mas o que conseguia com dificuldade, ficava impraticável quando ela se virava. Não conseguia vesti-la. Para isto teria que puxar a calcinha, agora atrás de seu corpo. O risco dela acordar era muito grande, pois tinha que envolver sua cintura. Restava apenas voltar ao meu lugar e dormir.
Uma noite porém precisamos sair do quarto. O motivo não consigo recordar. Nos colocaram para dormir no chão da sala. E lá estavamos nós e também meu irmão. Lembro que forraram o piso e ajeitaram para que dormíssemos. O ritual continuou e ousava cada vez mais. Retirei sua calcinha completamente. Nem sei bem porque o fiz. Lembro que a sensação de poder era muito boa. Ela assim nua (da cintura para baixo), era toda minha. Exultava. De repente ruídos na porta da rua, barulho de chave na fechadura, a porta se abrindo. Rapidamente, sem tempo para qualquer cuidado, peguei sua calcinha e enfiei sob os forros da cama improvisada. Fingi dormir, meu coração parecia sair pela boca. Meu pai chegara de viagem. Acendeu a luz da cozinha que iluminou parte da sala. Minha tia acordou e me sacudiu. Estava brava, sussurava rispidamente comigo, queria sua calcinha. Não sei como fiquei, estava na penumbra, mas me fazia desentendido, surpreso (realmente estava surpreso) e com mêdo, muito mêdo. Lembro que ela de tanto revirar as cobertas a encontrou. Naquela noite eu soube que ela sabia o que acontecia toda vez que ela dormia. Fiquei de molho uns tempos.